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Tarifa dos EUA pode afetar exportações do Paraná e setor florestal acende alerta

Publicado em: 04/06/2026
Tarifa dos EUA pode afetar exportações do Paraná e setor florestal acende alerta

A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros pode trazer impactos para alguns setores da economia do Paraná. A medida, anunciada nesta segunda-feira (1º), deve atingir principalmente produtos florestais, pescados e mel, caso seja confirmada pelo governo norte-americano.

Por outro lado, importantes itens do agronegócio brasileiro ficaram fora da lista de produtos sujeitos à sobretaxa. Entre eles estão carnes, frutas e café, que possuem participação relevante nas exportações paranaenses destinadas aos Estados Unidos.

Dados do comércio exterior mostram que, entre janeiro e maio de 2026, o Paraná exportou aproximadamente US$ 24,5 milhões em café para o mercado norte-americano. No mesmo período, os embarques de carnes somaram cerca de US$ 11 milhões, enquanto as frutas representaram US$ 165 mil em vendas.

O setor florestal aparece entre os mais expostos à nova cobrança. Somando os produtos que serão taxados e aqueles que permanecerão isentos, as exportações paranaenses do segmento para os Estados Unidos movimentaram aproximadamente US$ 90 milhões neste ano.

A expectativa é que a tarifa entre em vigor até o dia 15 de julho. Até lá, os governos do Brasil e dos Estados Unidos ainda poderão negociar alternativas para evitar ou reduzir os impactos da medida sobre os setores envolvidos.

A proposta foi apresentada pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos após investigação realizada com base na chamada Seção 301, instrumento utilizado pelo país para apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos.

No relatório divulgado, os Estados Unidos apontam questões relacionadas ao sistema de pagamentos PIX, casos de pirataria e supostas falhas na fiscalização ambiental brasileira. O documento também relaciona o desmatamento ilegal à expansão de atividades agropecuárias, alegando que isso poderia gerar vantagens competitivas para produtos brasileiros.

O presidente do Sistema FAEP rebateu as acusações e afirmou que o agronegócio paranaense atua dentro de rigorosos padrões ambientais, mantendo compromisso com a preservação dos recursos naturais e com a produção sustentável.

Fonte: Agro2
Foto: Envato