Escalas de Abate Encurtam e Preço do Boi Gordo Opera Acima da Referência
O mercado físico do boi gordo registrou negociações pontuais acima da referência média de preços ao longo desta terça-feira (14 de julho de 2026). O movimento de sustentação nas cotações foi impulsionado pelo encurtamento generalizado nas escalas de abate das indústrias frigoríficas. Segundo a análise técnica de Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, a oferta de animais terminados prontos para o gancho mostra-se bastante restrita no campo, o que tem travado a fluidez das transações comerciais nesta primeira quinzena do mês.
No front internacional, o ritmo de embarques da proteína animal brasileira permanece satisfatório e rodando em volumes historicamente elevados. Apesar de os dados apontarem uma leve desaceleração no ritmo diário de exportações no decorrer de julho, os volumes consolidados sinalizam que o Brasil tem obtido sucesso na estratégia de diversificação de novos mercados compradores. A expectativa dos analistas de comércio exterior é de que a média diária de envios aos portos mantenha uma tendência gradual de declínio nas próximas semanas.
No mercado atacadista da carne, o ambiente de negócios operou com preços estáveis, mas os fundamentos indicam que o suporte para reajustes positivos deve enfraquecer no restante do mês. A perda de força na ponta consumidora coincide com o escoamento dos efeitos da injeção dos salários na economia. Adicionalmente, Iglesias chama a atenção para o fato de a carne bovina estar perdendo competitividade frente às proteínas concorrentes no varejo, visto que substitutos diretos — com destaque para a carne de frango — voltaram a registrar sinais de fragilidade nos preços de tabela.
No fechamento do dia, os principais cortes atacadistas mantiveram suas referências estáveis, com o quarto traseiro cotado a R$ 26,00 por quilo, enquanto o quarto dianteiro permaneceu precificado em R$ 19,00 por quilo e a ponta de agulha sustentou o valor de R$ 18,00 por quilo. Já no cenário macroeconômico, o dólar comercial encerrou o dia em forte queda de 1,09%, cotado a R$ 5,0735 para compra e R$ 5,0755 para a venda, após registrar oscilações que variaram entre a mínima de R$ 5,0650 e a máxima de R$ 5,1270.
Fonte: Canal Rural
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