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Custo do confinamento recua no Centro-Oeste e reduz diferença para o Sudeste

Publicado em: 10/06/2026
Custo do confinamento recua no Centro-Oeste e reduz diferença para o Sudeste

O custo de confinamento de gado apresentou queda no Centro-Oeste durante o mês de maio, reduzindo a diferença de competitividade em relação ao Sudeste, segundo levantamento da Ponta Agro com base no Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).

Na região Centro-Oeste, o custo da arroba produzida recuou 2,19%, alcançando R$ 206,91. O principal fator para a redução foi a diminuição dos custos com alimentação, especialmente nos insumos volumosos e energéticos utilizados nas dietas de terminação.

Os volumosos registraram queda de 10,54%, enquanto os energéticos ficaram 3% mais baratos. O movimento foi impulsionado pelo avanço da safrinha e pelo aumento da oferta de insumos, como a silagem de milho.

Com isso, o custo da dieta de terminação apresentou retração de 1,89%, reforçando o cenário de alívio para os confinadores após os aumentos observados nos meses anteriores.

No Sudeste, o ICAP permaneceu praticamente estável, com leve alta de 0,25%. Mesmo com a redução de 14,81% nos custos dos volumosos, a estabilidade dos demais insumos limitou uma queda mais expressiva nos custos totais da atividade.

Ainda assim, o custo da arroba produzida na região caiu 0,71%, ficando em R$ 195,13. O Sudeste também manteve a liderança em rentabilidade, registrando margem de R$ 1.123,78 por cabeça, enquanto o Centro-Oeste alcançou R$ 1.037,03 por animal.

Segundo a Ponta Agro, a redução mais intensa dos custos no Centro-Oeste contribuiu para aproximar os resultados das duas regiões e criar um ambiente mais equilibrado para a atividade de confinamento.

A combinação entre custos menores e preços ainda sustentados da arroba mantém o confinamento em cenário favorável, com margens superiores a R$ 1 mil por cabeça tanto no Centro-Oeste quanto no Sudeste.

Fonte: Globo Rural
Foto: Wenderson Araujo/CNA