Bovinos

Pecuaristas Adotam Boitéis para Acelerar Engorda e Otimizar Pastagens

Publicado em: 18/06/2026
Pecuaristas Adotam Boitéis para Acelerar Engorda e Otimizar Pastagens

A terceirização do trato por meio de boitéis tem se consolidado como uma das principais estratégias dos pecuaristas brasileiros para otimizar a produção de carne. O modelo foca na engorda intensiva do gado, tornando-se uma ferramenta indispensável principalmente durante o período de entressafra, época em que a qualidade das pastagens diminui e a pressão sobre as propriedades aumenta. A análise desse cenário foi destaque em entrevista recente no programa Giro do Boi.

De acordo com o médico veterinário Wesley Borba, gerente executivo de confinamentos da JBS, as estruturas de boitel funcionam na prática como uma extensão das fazendas parceiras. O sistema permite que o produtor acelere o giro de estoque do boi gordo com alta performance zootécnica e, simultaneamente, poupe suas pastagens para o restante do rebanho. Uma das grandes vantagens do modelo é a atratividade financeira, já que o formato dispensa desembolso financeiro inicial e oferece flexibilidade contratual.

A infraestrutura atual da JBS conta com seis unidades de confinamento estratégico distribuídas por polos da pecuária nacional, abrangendo os estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Juntas, essas plantas possuem capacidade estática para abrigar mais de 100 mil cabeças de gado. Com a meta de realizar uma média de três giros anuais, a companhia projeta entregar ao mercado um volume de 300 mil animais gordos até o final de 2026.

Para aderir ao sistema, os produtores podem enviar lotes a partir de 60 cabeças, escolhendo entre três modalidades distintas de acerto comercial. Os indicadores de eficiência do programa apontam que os bovinos necessitam de um período padrão de trato que varia entre 95 e 110 dias dentro do confinamento. Esse intervalo é considerado ideal para que o lote atinja o peso de carcaça e o grau de acabamento de gordura exigidos pela indústria frigorífica.

A percepção do mercado em relação ao cocho terceirizado passou por uma transformação importante nos últimos anos. O que antes era visto como uma alternativa emergencial para salvar o gado da seca passou a figurar como peça central do planejamento estratégico e anual das fazendas. Essa mudança assegura ao pecuarista maior previsibilidade de receita e evita o erro comum de gestão que é permitir a perda de peso do rebanho no pasto seco.

O monitoramento rigoroso realizado nas balanças dos confinamentos comprova que o investimento em genética de ponta dita o lucro final do negócio. Animais oriundos de criatórios profissionais respondem com melhor conversão alimentar e maior rendimento de carcaça. Para auxiliar nesse processo, equipes de campo oferecem consultoria aos produtores, avaliando as condições dos lotes antes do embarque para minimizar riscos e maximizar a rentabilidade.

Fonte: Canal Rural
Foto: Vide Fonte