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Custo de Confinamento no Sudeste Atinge o Menor Patamar de 2026 em Junho

Publicado em: 08/07/2026
Custo de Confinamento no Sudeste Atinge o Menor Patamar de 2026 em Junho

O custo de confinamento de gado de corte registrou um recuo expressivo no fechamento de junho no Brasil. O principal destaque ficou por conta da região Sudeste, onde o indicador diário alimentar atingiu R$ 11,79 por cabeça, o que representa uma queda de 2,23% em comparação ao mês de maio e estabelece o menor patamar financeiro do ano de 2026. De acordo com o levantamento técnico divulgado pela consultoria Ponta Agro, esse movimento de baixa reflete diretamente os ajustes sazonais nos preços dos principais insumos que compõem a dieta dos animais.

Na região Centro-Oeste, o custo alimentar diário seguiu uma linha oposta e fechou em R$ 12,91 por cabeça, apresentando uma leve alta de 0,62% no mês. Apesar desse discreto acréscimo diário, a região registrou uma expressiva redução de 9,93% no custo final da arroba produzida, que despencou para R$ 186,36. Segundo os analistas, essa economia foi impulsionada pelo ganho de eficiência produtiva dentro dos boiteis e pelo menor custo médio da dieta acumulado ao longo de todo o trimestre. No Sudeste, por outro lado, o custo da arroba produzida subiu 2,13%, alcançando R$ 199,29 devido ao perfil dos lotes e ao impacto do mercado físico.

A retração nos custos diários do Sudeste foi capitaneada pelo recuo de 2,83% nos insumos proteicos em relação à média trimestral. O caroço de algodão despontou como o principal alívio no bolso do invernista, registrando uma queda acentuada de 19,8%. Na contramão, os componentes energéticos subiram levemente 1,44% na região, puxados pelo milho grão seco, que encareceu 7,0% frente à média de abril a junho. Os volumosos também subiram 15,80% no Sudeste por conta do encarecimento das silagens, peso que acabou parcialmente amortecido pela queda no preço do bagaço de cana-de-açúcar.

Já a matriz de custos do Centro-Oeste mostrou-se altamente competitiva, com o preço da dieta geral operando 4,16% abaixo da média do trimestre. O resultado favorável na região foi garantido pela forte desvalorização dos volumosos (-37,13%) e pelo recuo de 8,25% nos itens energéticos, com o milho local registrando queda de 8,0%. Enquanto isso, os alimentos proteicos na porção central do país demonstraram estabilidade, fechando o período com uma variação marginal positiva de apenas 0,50%.

Apesar de o preço final do boi gordo ter enfrentado desvalorizações pontuais em junho — recuando 5,69% no Centro-Oeste (para R$ 323,50) e 3,35% no Sudeste (para R$ 331,50) —, a engorda intensiva preservou suas margens de atratividade econômica. A atividade assegurou um fechamento financeiro robusto, garantindo um lucro líquido por cabeça de R$ 1.053,25 nas fazendas do Centro-Oeste (alta de 1,56%) e de R$ 1.007,41 no Sudeste, consolidando a eficiência do planejamento nutricional e de compras do setor.

Fonte: Globo Rural
Foto: Wenderson Araujo/CNA