Chuvas favorecem retenção de animais e mantêm mercado do boi gordo estável
O retorno das chuvas em importantes regiões pecuárias do país começou a impactar diretamente o mercado do boi gordo. Com a melhora das pastagens, produtores passaram a reter mais animais no campo, reduzindo a pressão de oferta em algumas praças.
Apesar disso, frigoríficos seguem operando com escalas de abate confortáveis, fator que mantém os preços da arroba estáveis e o ritmo de negociações mais lento, segundo análise divulgada pelo Cepea.
De maneira geral, o mercado apresentou pouca movimentação nesta quinta-feira (22), sem alterações significativas nas cotações em grande parte das regiões monitoradas.
Mesmo sem excesso de animais disponíveis, as indústrias conseguem preencher as programações de abate sem necessidade de elevar os preços pagos pela arroba do boi gordo.
No Pará, as chuvas favoreceram as condições das pastagens e contribuíram para a retenção de animais nas propriedades. As escalas de abate variaram entre seis e 12 dias, enquanto os negócios ficaram entre R$ 335 e R$ 345 por arroba.
Em Rondonópolis, no Mato Grosso, a maior oferta de lotes de animais de pasto ajudou a alongar as escalas até o início de junho. Na região, as negociações ocorreram entre R$ 340 e R$ 345 por arroba.
Já no Triângulo Mineiro, o mercado teve movimentação reduzida devido às escalas confortáveis das indústrias frigoríficas. O boi gordo registrou média de R$ 320,71 por arroba.
Em São Paulo, principal praça pecuária do país, a liquidez permaneceu baixa e os negócios variaram entre R$ 345 e R$ 350 por arroba. O indicador Cepea/Esalq fechou o dia com média à vista de R$ 345,45, mantendo o cenário de estabilidade no mercado.
Fonte: Canal Rural
Foto: Fabiano Marques/Embrapa