Bovinos

Brasil deve se aproximar de 10 milhões de bovinos confinados em 2026

Publicado em: 03/06/2026
Brasil deve se aproximar de 10 milhões de bovinos confinados em 2026

A pecuária intensiva brasileira caminha para mais um recorde em 2026. Dados preliminares do Censo de Confinamento indicam que o país deverá alcançar 9,78 milhões de bovinos confinados neste ano, crescimento de 5,7% em comparação às 9,25 milhões de cabeças registradas em 2025.

O levantamento, divulgado pela dsm-firmenich em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), confirma a expansão contínua da atividade no Brasil. Em menos de uma década, o número de animais confinados praticamente dobrou. Em 2017, eram 4,9 milhões de cabeças, enquanto no início da série histórica, em 1998, o volume era de apenas 1,6 milhão.

Mato Grosso segue liderando o ranking nacional de confinamento, com previsão de 2,4 milhões de bovinos em 2026, aumento de 7,7% sobre o ano anterior. São Paulo e Goiás aparecem na sequência, ambos com estimativa de 1,4 milhão de cabeças. Mato Grosso do Sul deve alcançar 900 mil animais, enquanto Minas Gerais deve fechar o ano com cerca de 800 mil.

Juntos, esses cinco estados concentram mais de 70% de todo o rebanho confinado do país, reforçando a importância dessas regiões para a produção de carne bovina em sistemas intensivos.

O estudo também aponta uma crescente concentração da atividade nos grandes confinamentos. Os 100 maiores empreendimentos do setor respondem por aproximadamente 48% de todos os animais monitorados. Apenas 30 unidades com capacidade superior a 50 mil cabeças somam cerca de 2,45 milhões de bovinos, evidenciando o avanço da escala produtiva no segmento.

Ao mesmo tempo, cresce a adoção de tecnologias voltadas à gestão das propriedades. Ferramentas de monitoramento de desempenho, análise econômica e controle de indicadores produtivos vêm ganhando espaço entre os pecuaristas, impulsionadas pela necessidade de aumentar a eficiência e melhorar os resultados financeiros das operações.

Os números apresentados pelo Tour de Confinamento reforçam esse cenário. Entre os principais indicadores observados estão ganho médio de 7,22 arrobas por animal em um período de 98 dias, peso médio de entrada de 12,7 arrobas e peso médio de saída próximo de 20 arrobas.

A rentabilidade também segue como um dos atrativos da atividade. Segundo o levantamento, o retorno médio sobre o investimento (ROI) foi de 16,31%, podendo superar 26% em algumas operações avaliadas. Os dados confirmam que o confinamento continua sendo uma importante estratégia para ampliar a produtividade e atender à crescente demanda por carne bovina de qualidade.

Fonte: Canal Rural
Foto: Vide Fonte