Bovinos

Mercado do boi gordo segue pressionado com maior oferta de animais

Publicado em: 25/05/2026
Mercado do boi gordo segue pressionado com maior oferta de animais

O mercado do boi gordo continua pressionado neste fim de maio, diante do aumento da oferta de animais para abate e da postura mais cautelosa adotada pelos frigoríficos nas negociações.

Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços vêm registrando queda há mais de um mês em diversas regiões pecuárias do país.

A pressão sobre as cotações é mais intensa nas áreas atingidas pela frente fria, que favoreceu a disponibilidade de gado pronto para o abate e ampliou a oferta no mercado.

Além disso, a menor atuação dos frigoríficos no mercado físico também vem limitando o ritmo dos negócios nas principais praças pecuárias.

De acordo com o Cepea, grandes indústrias reforçaram o abastecimento por meio de contratos antecipados e de gado próprio, garantindo maior conforto nas escalas de abate.

Com isso, as compras realizadas no mercado spot passaram a ter participação complementar, reduzindo o poder de negociação dos pecuaristas.

Entre as principais regiões monitoradas, Goiás apresentou as quedas mais expressivas nos preços do boi gordo. No norte goiano, os valores recuaram 2,4% na comparação semanal.

Em Rio Verde, a baixa foi de 2%, enquanto Goiânia registrou desvalorização de 1,3%. Já em São Paulo, o mercado apresentou estabilidade nos últimos dias, interrompendo a sequência de quedas observada desde o início do mês.

O indicador Cepea/Esalq fechou a sexta-feira com média de R$ 345,75 por arroba à vista, acumulando queda de 2,45% ao longo de maio.

No mercado atacadista, a carne bovina também encerrou a semana em baixa. A carcaça casada bovina fechou com média de R$ 24,98 por quilo, refletindo a desvalorização dos cortes dianteiro e traseiro.

Fonte: Canal Rural
Foto: Vide Fonte